The Walking Dead - Sobreviventes

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Better Call Heroes - Tópico de Jogo Provisório

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Gulielmus

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Capitão Justiça



Blackwater, um nome dado pelos colonos ingleses, quando avistaram aquelas três ilhotas envoltas de águas tão escuras, que faziam um contraste com as marítimas, que eram azuis e claras. Hoje em dia, o significado desse nome já mudou, já que a escuridão das águas se deve a imensa poluição, que se estende até o oceano, em uma torrente de podridão.
Podridão, essa é uma palavra que define bem essa cidade. Desde o mais baixo e pobre cidadão, até o mais rico e influente, todos estão expostos a sujeira e corrupção que compõe essa sociedade.
Foi nesse lugar que vivi a minha vida toda, em uma minúscula viela no Bohan, em volto de imigrantes italianos que eram explorados pelo “Don” local. Um agiota, que extorquia a todos, mesmo que fosse pela proteção de sua própria casa. Talvez esse fosse seu jeito de evitar concorrentes, oprimindo todos os potenciais revoltos, que se ousassem o desafiar, iriam para “a companhia dos peixes”. Foi esse o destino do meu pai, um homem valente e forte, de grande moral e virtude, além de ter o soco mais forte que eu já vi. “Trabalhava num açougue para sustentar nossa família, nunca pensou em se envolver com a criminalidade, mesmo que fosse altamente capaz. Foi morto porque não pagou pela proteção de nossa casa, levou sua tola honra para o túmulo”, era o que a minha mãe me dizia, mas hoje eu sei que o motivo era bem diferente. Era mais do que óbvio, que todo aquele dinheiro que ele trazia para a casa, do dia para a noite, não eram ganhados pelo trabalho esforço. Totti, o Don da máfia, me confirmou que ele nunca chegou a ser um homem feito dentro da família, mas que era um excelente soldado, cometendo um erro gravíssimo, que lhe custou a vida: se deitou com a mulher do Consiglieri.

De qualquer maneira, nada disso importava mais. Metralhei Totti com sua própria arma, o último homem que assassinei, porque depois daquele dia, eu me tornei a Justiça personificada, assumi o “manto” de meu antigo mentor, que era uma paródia ao uniforme do exército americano, algo que não me fazia nenhum respeito, já que era italiano, mas que com certeza ajudava em esconder minha identidade.

Atuei por longos 20 anos, como um vigilante para toda a cidade. Me tornei uma lenda, trazedor da justiça, respeitado pela polícia, amado e idolatrado pelas crianças, que hoje em dia devem ser todas adultas. Foram bons tempos, me renderam até um bom dinheiro, com linha de brinquedos e de fantasias, além das histórias em quadrinhos.
Tudo isso acabou quando comecei a me tornar ambicioso demais. Queria resolver os crimes do país, da política, começando pela polícia. Comecei a expor a corrupção daquela cidade para a imprensa, passando a ganhar importância nacional.
Algo que durou pouco, já que caí numa emboscada armada por políticos em conjunto com a polícia e a máfia. Fui cercado num beco, sendo metralhado e queimado vivo.  Talvez eles pensassem que o fogo anulasse meu fator de cura, mesmo que tenha sido algo o suficiente para me deixar fora de ação por dias.
Obviamente, eles usaram essa minha falta para alegarem a minha morte, tirando até um corpo falso, o qual eles esconderam a identidade “por respeito”.
Em um momento de fraqueza, eu resolvi aceitar a “morte” e desisti de seguir com a minha carreira. Investi em uma vida normal, deixando a cidade na mão do caos que ela foi se tornar hoje...


Esse é um erro que eu quero concertar. Resolvi iniciar uma investigação sobre a criminalidade atual, e foi aí que descobri ele, quem chamam de Rei do Crime, um poderoso nome que eu lembro existir desde minha época de ouro. Fazia pouco tempo que ele chegou na cidade e pelo que parece, é alguém com uma presença dominante muito forte, que tem planos de juntar todas os grupos criminosos e aliá-los em uma só poderosa facção liderada por ele, obviamente.

Foi aí que iniciei minha ideia de juntar os vigilantes da cidade e criar a minha própria facção, para combater esse mau maior.  Tive preferência pelos nomes já “populares” na região, começando por quem eles chamam de Homem-Aranha, um herói muito carismático que protege a região de Glades, de coração justo, que tem reais superpoderes. Não relutou muito, já que quando eu revelei ser o real Capitão Justiça, ele se mostrou bastante entusiasmado com a ideia.

A segunda pessoa que fui recrutar foi quem a população de Dukes chamam de Sombra. É um vigilante um tanto mais obscuro, que trata os vagabundos com um pouco mais de brutalidade. Ele tem um poder um tanto incomum, que até então eu pensava ser alguma espécie de truque que ele usava para esconder mais dois ajudantes, mas são de fato fruto de “magia”.  Ele foi um pouco mais relutante, não confiou em mim, e provavelmente ainda não confia, mas pelo menos me seguiu quando eu disse quem eu era, revelando sua real identidade: Brian Jackson.

A terceira foi Súbita, que me ajudou a recrutar a quarta, que era sua irmã, Mercúria. Súbita é uma heroína de Beacon Hills, que me lembrou um tanto o primeiro integrante do grupo, que segue uma linha mais popular e carismática, ganhando bastante simpatia com as pessoas da região. Um reflexo do local, que é muito mais seguro dos que as demais.
Já sua irmã foi um problema, se mostrando alguém muito diferente. Lida com as coisas de outra maneira, lá em Charming, sendo mais uma justiceira do que uma heroína. É uma das que eu não confio, e que pode vim a se tornar um problema caso a polícia descubra seu envolvimento conosco, já que ela é procurada.

A quarta adição ao grupo fora um vigilante misterioso de Hell’s Kitchen. Foi bastante difícil encontra-lo pelos telhados da região, mas eventualmente consegui, até travando uma luta corporal com ele, que me julgou da maneira errada. Ele é um verdadeiro mistério, mas é alguém justo, que tenho se certeza que se mostrará uma peça chave ao time.

O último que recrutei, nessa primeira fase, foi mais uma aposta do que uma certeza. O chamam de Funeral, e é a principal atração de um circo popular da cidade, um mágico muito habilidoso, tão habilidoso que me fez duvidar muito a origem de seus truques.
Fui assistir sua apresentação particular, onde ele me desafiava com uma espécie de caça-palavras. Por ter uma mente treinada contra invasores, pude sentir quando ele tentou me ler, confirmando minha teoria. Revelei a ele quem eu era e passamos um bom tempo conversando, no final, conseguindo recrutá-lo. Era alguém que não tinha muita preparação em combate, mas que eu estava ansioso para instruir. Daria para ele o meu antigo bairro, Bohan.

Esse foi a equipe inicial que montei, apesar de existirem outros em que eu estou interessado. Juntei todos eles em meu esconderijo secreto, numa abandonada estação de trem, que eu militarizei, adicionando grande parte da tecnologia que fui guardando ao decorrer desses anos. Possuindo vários armamentos, equipamentos e uma I.A.
Apresentei cada um deles, e resolvi deixá-los a sós por um tempo, enquanto ia me focar nos futuros membros, na frente de meu gigante computador, tendo auxílio da I.A.




Vocês estão numa espécie de sala de estar, com três sofás de frente para uma televisão bem grande. Atrás da televisão, vocês podem ver a linha de trem abandonada. Tudo está muito bem iluminado por lâmpadas gigantescas no teto.
Mapa: http://i.imgur.com/VUrwiWQ.png




Funeral - Prime

Ação Livre

Sombra - Heisen

Ação Livre

Homem Aranha - Chris

Ação Livre

? - Dwight

Ação Livre

Súbita - Babi

Ação Livre

Mercúria - Maria

Ação Livre

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Brian vasculhou o local com os olhos, procurando algo interessante, mas infelizmente não encontrando. Foi quando viu uma menina de cabelos azuis, algo que não se vê diariamente.

- Oi - disse ele aproximando-se, cuidadosamente - belos cabelos azuis que você tem. É estranho. Quero dizer, fica estranho na maioria das pessoas, mas ficou bem em você. - O garoto resolveu se calar e apenas sentou ao lado dela no sofá.

Desinteressada, estava sentada num sofá, passando e girando uma pequena faca entre os dedos. Um rapaz com cara de gótico se aproximou.
- Oi - disse ele aproximando-se, cuidadosamente - belos cabelos azuis que você tem. É estranho. Quero dizer, fica estranho na maioria das pessoas, mas ficou bem em você. - O garoto resolveu se calar e apenas sentou ao lado dela no sofá.
A garota olhou pro rapaz e levantou a sobrancelha ao notar que ele se enrolou nas próprias palavras.
Estava acostumada a comparações e piadinhas sobre as cores do seu cabelo. Normalmente, mandaria o rapaz se foder.
— Oi. — Disse, dando um sorriso de canto. — Valeu, e sim, é estranho, por isso mesmo que eu gosto. — Percebeu o rapaz timidamente sorrir. — Nenhuma piadinha do tipo "você é um avatar"?

O sofá era bastante agradável, caminhara bastante para chegar ali, um descanso seria no mínimo necessário.

— Oi. — ela disse, dando um sorriso de canto. — Valeu, e sim, é estranho, por isso mesmo que eu gosto. Nenhuma piadinha do tipo "você é um avatar"?

Em seu interior, o rapaz suspirou. Ficou feliz pela garota não ter se ofendido e por seu mal jeito não terminar em algum conflito. Ele sempre foi um cara meio desajeitado com garotas, pois poucas lhe interessavam, fazendo com que pouco falasse com elas.

- Não. Eu posso me enrolar nas palavras, mas se eu quero fazer alguma piadinha, será uma menos idiota. Eu gostei do cabelo, sério. Só me prometa que esse azul não vai virar um ruivo mais tarde e seremos grandes amigos - sorriu, levantando a mão à ela. - Me chamo Brian.

Aquilo estava entediante demais, os dedos já formigavam sobre o braço do sofá, ele queria algo para aquecer o amontoado de ossos que recostava no veludo. Que porra eu estou fazendo aqui?. Inutilidade resumia o momento, queimar neurônios era um vício e nunca desejou um mísero Sudoku como agora. O garoto cumprimentara a outra dos cabelos azuis, o mágico olhou de relance e percebeu o provável atrevimento por parte dela. Eu não me privaria de uma risada se ele levasse alguma patada da garota. Pensou, sorrindo.
- Quando faremos uma boca? - disse em tom alto, para que o tal Capitão Justiça ouvisse. - Amigo, eu estou faminto. E creio que não sou o único.
Fungou profundamente, mirando para o teto. Quis explodir aquelas lâmpadas ou fazer algo pior com aquela sala, mas lembrou-se que era um quarentão e não podia agir como moleque.

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